Vamos falar sobre seguros de vida

Publicado em Em crise, Seguros, Vida Por SaldoPositivo - 16 de Abril de 2010

Seguros de vida. Este é um tema que a maior parte das pessoas tende a evitar nas suas conversas, seja com amigos ou familiares, seja mesmo sozinho com os seus pensamentos, “não vá o diabo tecê-las”. Mas é preciso perceber que os seguros de vida servem no fundo para precaver uma perda económica, para evitar um mal maior. E, portanto, não podem ser menosprezados quando organiza a sua vida financeira. Vamos falar um pouco sobre seguros de vida?

O seguro de vida deve pagar as despesas até os seus filhos começarem a trabalhar

Se tem dependentes, se é o “ganha-pão” da família ou se assegura trabalhos domésticos que teriam de ser contratados a outra pessoa ou empresa em caso da sua morte, então é provável que um seguro de vida faça sentido para si. Assim, os seguros de vida não são para preparar a educação dos seus filhos, não são para ter benefícios fiscais e seguramente não são para ultrapassar os problemas emocionais que a sua morte provoque. São apenas para evitar que a sua família fique desamparada e passe dificuldades económicas. Nesse sentido, não pense num seguro de vida como um investimento.

Para perceber de que tipo de seguro de vida precisa, pense no valor económico que tem para a sua família e no dinheiro que seria preciso para o substituir, isto é, para manter o nível de vida da sua família. Se não houver perda económica, ou seja, se não tiver rendimentos ou se a sua família for capaz de (economicamente) absorver a sua perda, provavelmente não faz sentido fazer um seguro. Por outro lado, se não tem dependentes, provavelmente também não precisa de seguro de vida.

Assim, pense na perda económica em si e durante quanto tempo é preciso protecção. Com dependentes, convém assegurar o rendimento da família até que comecem a trabalhar.

Os seguros de vida são feitos sobre a vida de uma ou várias pessoas, com o objectivo de cobrir o risco de morte e de sobrevivência em caso de acidente grave. Na concessão de empréstimos à habitação, o seguro de vida é obrigatório, situação em que cobre o risco do banco.

Vantagens

- Caso o crédito imobiliário seja contraído em nome de duas pessoas, convém optar por um seguro de vida para dois titulares, pois se um dois falecer ou ficar inválido, a seguradora paga a indemnização;

- Deduções dos prémios no IRS (máximo 25% do total dos prémios pagos, até ao máximo de 64 euros por indíviduo ou 128 por casal);

- Caso algo lhe aconteça, poderá garantir a si e aos elementos do seu agregado familiar capitais para face a despesas imprevistas;

- Além da cobertura de morte, pode também incluir no prémio do seguro o risco de invalidez total ou permanente e a invalidez absoluta ou definitiva que normalmente é sempre exigida pelos bancos;

- Pode inscrever os seus filhos na apólice do seguro, garantido-lhes a manutenção do estilo de vida.

Coberturas

- Pagamento do capital seguro por morte ou invalidez;

- Diagnóstico de doenças graves;

- Renda por incapacidade do cônjuge;

- Renda por orfandade;

- Morte do cônjuge.

A quem se destina?

A todas as pessoas, mas é aconselhado principalmente a quem tenha dependentes a cargo, situação em que pode ser a diferença entre manter ou nível de vida ou passar por dificuldades económicas. Para subscrever um seguro de vida, a maior parte das seguradoras exige a realização de exames médicos para avaliar o seu estado de saúde. Há também limites de idade para a subscrição dos seguros, sobre as quais terá de se informar junto da sua seguradora.
Na generalidade dos casos, há excepções que o seguro não cobre em caso de morte e invalidez (como situações resultantes de actos negligentes, do uso de drogas e estupefacientes, de suicídio ou tentativa de suicídio ocorrido até dois anos depois da adesão ao seguro, guerra e conflitos bélicos, catástrofes naturais e desportos radicais), mas é o seu caso que terá de negociar com a seguradora.

Quanto custa?

Os prémios são calculados em função do capital a segurar e da idade do tomador do seguro – quanto mais idade tiver, mais caro será o seguro. Caso queira os seus filhos na apólice do seguro, deve incluir o nome, morada e número do cartão do cidadão, para evitar indemnizações por reclamar. Como na maior parte das vezes este tipo de seguro está associado ao crédito habitação não se esqueça de confirmar o valor actual todos os anos, consoante o montante em dívida e verifique se efectivamente é mais barato contratar o seguro junto da entidade bancária onde contraiu o crédito.

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