Depois das férias é tempo de pensar no regresso às aulas dos seus filhos. Cadernos, mochilas, livros, lápis, canetas, aparelhos electrónicos, mais a roupa, que isto as crianças teimam em crescer uns bons centímetros durante o Verão… É quase altura para levar as mãos à cabeça, só de pensar no impacto que tudo isso terá na sua carteira. Mas lembre-se que não é motivo para desespero, existem sempre formas de poupar e reduzir os gastos.

Quando recomeçam as aulas, são os pais que têm de equilibrar as contas
Antes de pegar nos seus filhos e de se dirigir às lojas, existem alguns passos que deve procurar dar:
- Dê uma volta ao armário do seu filho, veja as roupas que ainda servem. Dê as que já não vão ter uso. Observe as gavetas e a secretária. Provavelmente, há coisas que podem ser reaproveitadas, como a mochila ou canetas ou algum outro material escolar;
- Consulte a lista de material escolar exigida pela escola e veja o que realmente precisa de comprar e o que tem em casa;
- Estipule um tecto máximo para a despesa e informe o seu filho desse valor. É importante que ele saiba até quanto pode gastar, para quando for escolher o material ter em atenção os preços e não exceda o limite estipulado por si;
- Os manuais escolares são caros, antes de comprar verifique se existe um amigo, irmão ou familiar mais velho que tem e que possa emprestar;
- Tome atenção às promoções dos espaços comerciais. Por esta altura, existem sempre muitos catálogos a circular nas caixas do correio e nos jornais. De acordo com a lista de compras que fez, verifique qual é o estabelecimento que lhe oferece os melhores preços;
- Não se esqueça dos benefícios fiscais que o Estado concede. Pode deduzir até 30 por cento das despesas com educação, com o limite de 760 euros. Se tiver três ou mais dependentes, são acrescidos mais 135 euros por cada um deles, desde que existam gastos relativos a todos.
- Agora que já fez as compras para o ano lectivo, incentive os seus filhos a poupar o material novo. A forrar livros, a pôr o nome nas suas coisas, a tratá-las com cuidado. Essa é a melhor maneira de não ter de comprar coisas iguais no próximo ano.
Estudar longe da casa e minimizar custos
Ficar colocado ou ter um filho numa escola ou universidade longe de casa significa um aumento de despesas para a família, não só em alojamento, alimentação, propinas e material de estudo, como também em deslocações. De forma a diminuir a factura, o Saldo Positivo dá-lhe algumas sugestões, agradecendo aos leitores que partilharam as suas sugestões através da nossa página no Facebook.
- Procure escolher um quarto ou uma casa perto da sua escola ou universidade. É uma forma de poupar dinheiro em transportes e também poupar tempo;
- Faça algumas das suas refeições em casa, ou almoce na cantina da escola, as refeições são completas e a custo reduzido;
- Recorra ao ginásio do seu campus universitário, a mensalidade é mais barata. Ou então faça desporto ao ar livre – combine corridas, caminhadas e jogos de futebol com os amigos;
- Aproveite o cartão de estudante para ir a espectáculos, cinema e exposições a preços mais baixos;
- Se a mesada dos pais não for suficiente, procure um part-time perto de casa, ou emprego na sua área. Lembre-se que quanto mais cedo começar a trabalhar, mais facilmente o seu currículo será apreciado e mais sucesso poderá ter profissionalmente;
- Quando visitar os seus pais, tente trazer alguma comida já feita para as refeições durante a semana;
- O cartão Jovem, além de ter inúmeras vantagens, dá descontos nos bilhetes de autocarro expresso e nas viagens de comboio regionais (e agora foi alargado até aos 29 anos);
- Poupe dinheiro na reprografia, seleccionando impressões frente e verso e duas páginas numa só. Se arranjar uma madrinha ou padrinho de curso, talvez consiga obter apontamentos e materiais de estudo do seu ano e que já não lhe fazem falta;
- Se não tiver dinheiro para a factura da Internet, utilize o wireless da faculdade;
- Aproveite para estudar muito. Quando estiver a trabalhar no seu emprego de sonho desforre-se com um jantar no melhor restaurante da cidade.
Nota: Não se esqueça dos benefícios fiscais que o Estado concede. Pode deduzir até 30 por cento das despesas com educação, com o limite de 760 euros.



