Quando alguém se reforma, já sabe que é provável que a pensão da Segurança Social não lhe cubra os gastos mensais. Mas se, ao longo dos anos, foi poupando para essa eventualidade, existe uma forma prática de compensar essa perda de rendimento.

A renda vitalícia é uma das melhores formas de garantir uma reforma descansada
É simples: pega em todas as suas poupanças, vai a uma seguradora e compra um complemento da pensão da Segurança Social. Imagine que, quando se reforma, percebe que a sua pensão é equivalente a 75 por cento do seu último vencimento bruto de 2.000 euros, ou seja, vai receber 1.500 euros.
Para manter o seu nível de vida, terá de encontrar uma fonte de rendimento que lhe garanta os outros 25 por cento, isto é, 500 euros por mês, de preferência contabilizando 14 meses por ano, porque, na reforma, continua a haver férias e Natal. Se conseguiu amealhar cerca de cem mil euros durante a sua vida activa e tem 65 anos, pode ir a uma seguradora e comprar uma renda vitalícia média de cerca de 500 euros por mês, dependendo das taxas actualizadas pela seguradora.
Assim, mesmo na reforma, pode continuar a ter o mesmo estilo de vida que tinha antes de se reformar – e não tem de trabalhar para isso.
Como funciona
A renda vitalícia é realmente muito simples: se não se quer preocupar com a gestão do seu dinheiro na reforma pode pagar para alguém se encarregar disso. Comprando esse complemento da pensão da Segurança Social, a renda é-lhe creditada na sua conta bancária todos os meses, enquanto for vivo.
Como se trata de uma decisão irreversível, convém investigar bem as propostas das seguradoras, porque o valor da renda mensal pode ser diferente entre duas seguradoras. Saiba também que os homens recebem um valor mais alto do que as mulheres (no exemplo citado, os homens ganhariam uma renda mensal média de 600 euros). Isso acontece, porque a esperança média de vida das mulheres é superior à dos homens, tornando o produto mais caro para a seguradora.
E a inflação?
Outro factor que também deve ter em atenção é o aumento dos preços no futuro. Se a inflação nas próximas décadas flutuar em torno dos 2,5 por cento, dentro de 20 anos, quando recebesse os referidos 500 euros, só poderia trazer para casa 60 por cento das compras que consegue hoje com o mesmo dinheiro.
É uma questão preocupante, mas que tem solução. Quando simular a sua pensão vitalícia, peça uma estimativa de renda crescente.
Na prática, pode comprar uma renda vitalícia que aumente todos os anos dois ou três por cento, para colmatar a subida de preços – mas isso tem um custo: a primeira renda que receber é menor.
Por exemplo, se exigir que a renda aumente dois por cento todos os anos, então a pensão mensal que alguém com 65 anos pode comprar com cem mil euros desce cerca de 90 euros, ou seja, em vez de receber 500 euros mensalmente no próximo ano, depositam-lhe 410 euros por mês. Porém, no ano seguinte, a mensalidade sobe para 418,2 euros, mais dois por cento que 410 euros. Não pense que vai receber menos: é verdade que o seu saldo bancário nos primeiros anos é menor do que aquele que teria negligenciando a inflação, mas o seu saldo futuro conseguirá comprar bastantes mais doces para os seus netos.
É difícil estimar a taxa de inflação para um longo período, porém é razoável aceitar que fique entre dois e três por cento. A principal função do Banco Central Europeu é manter a taxa de inflação da Zona Euro abaixo dos dois por cento, por isso pode estimar-se que esse organismo alcance o seu objectivo na maioria dos anos vindouros.




Olá bom dia, gostaria de saber ao escoler por um plano por exemplo: previvest da caixa economica federal qanto tempo pagaria pra ter direito o renda vitalicia. josé carlos.
Olá José Carlos,
Não temos acesso a informação sobre esse produto, que nos parece ser duma instituição brasileira. Sugerimos-lhe, no entanto, que coloque directamente a questão ao seu banco.
Cumprimentos,
A equipa Saldo Positivo