Mal chega a boa nova da gravidez, a família começa a fazer planos para o futuro da criança. Depois das fraldas, roupas e mobília rapidamente o filho passa para a vida escolar. Livros, cadernos e material escolar são apenas algumas das despesas que pode esperar desta fase da vida do rebento. Com a universidade as despesas aumentam, principalmente se o seu filho não conseguir entrar para uma universidade pública ou se quiser estudar no estrangeiro.
Estas despesas são esperadas, por isso previna-se e não deixe que os custos da educação o surpreendam. Se o planeamento começar cedo será possível atender com tranquilidade às necessidades da educação. É aconselhável que, assim que o seu filho nascer, comece a poupar para o seu futuro. Desta forma, o esforço mensal que os pais fazem será menor.
Quanto devo poupar?
Quando pensa em poupar para pagar a universidade do seu filho deverá equacionar as despesas médias que terá quando chegar a altura. Se pensar que quando o seu filho for para faculdade terá de gastar em média 350 euros por mês, significa que até ele completar 18 anos você terá de ter amealhado um total de 21 mil euros para estar desafogado. Se não colocar o dinheiro em produtos de aforro, necessita fazer um esforço de 98 euros mensais – uma quantia elevada, principalmente se tiver mais do que um filho.
No entanto, se investir o dinheiro em produtos de poupança com baixo risco (depósitos a prazo, Certificados do tesouro ou de aforro) poderá fazer um esforço mensal inferior contando com a capitalização do dinheiro investido.
A título de exemplo, siga este caso particular: se a partir do nascimento do seu filho, colocar mensalmente 30 euros de lado para a universidade do seu filho, quando este chegar à maioridade já terá amealhado 6.480 euros. Em vez disso, se colocar estes 30 euros mensais num depósito a prazo com uma taxa de juro de 3,4 por cento (taxa de juro média de Maio para novos depósitos, segundo o Banco de Portugal), terá 9.073 euros. Por esta altura, já percebeu a importância de colocar o dinheiro a render num produto de aforro.
Existem vários caminhos para chegar ao mesmo objectivo, mas o depósito a prazo será o mais fácil, uma vez que pode permitir reforços mensais e exige normalmente menos dinheiro de cada vez que investe do que, por exemplo, os Certificados do Tesouro.
Não subestime o poder da capitalização
Para chegar à quantia de 21 mil euros aos 18 anos, terá de poupar por mês mais do que 30 euros. Se colocar 70 euros num depósito a prazo, com taxa de juro de 3,4 por cento, quando o seu filho entrar para a universidade já terá amealhado 21.086 euros. Contudo, tenha em conta que o dinheiro de hoje não vale o mesmo amanhã e faça um esforço maior para cobrir a inflação.




