O que se passa com a sua reforma

Publicado em Básicos, Reforma Por SaldoPositivo - 03 de Novembro de 2009

O índice de fertilidade em Portugal, que regista o número de crianças nascidas por mulher, está a cair de forma sustentada desde 1970. Os dados do Instituto Nacional de Estatística são claros: no início dos anos 70 cada mulher tinha uma média de três filhos; em 2008 esse valor desceu para um filho por mulher, o que acontece cada vez mais tarde. Os dados do “Livro Branco da Segurança Social” também são claros: em 1990 havia em Portugal cinco pessoas a trabalhar por cada reformado, em 2010 serão quatro e em 2035 estima-se que serão apenas 2,5 pessoas a trabalhar por cada reformado. A pressão sobre a Segurança Social – um sistema pay-as-you-go, que vive das contribuições dos trabalhadores para sustentar os reformados e incapacitados – está alta.

Há cada vez menos crianças para assegurar as reformas do futuro

Há cada vez menos crianças para assegurar as reformas do futuro

Ou seja, temos cada vez menos filhos para pagarem a reforma dos pais. Ao mesmo tempo, o Estado tem cada vez mais dependentes para “sustentar”. Algo que não consegue fazer, pelo menos não para sempre. O aumento da esperança média de vida é outro dos principais responsáveis por este problema. Até há pouco tempo atrás, as pessoas podiam contar viver 15 anos depois da reforma. Actualmente, esse patamar subiu para os 25 anos. Não é só a esperança média de vida que sobe, as despesas de saúde com os mais velhos também aumentam sem parar. Sobe também a necessidade de cuidados na velhice, como lares ou acompanhamento especializado.

O Estado e o seu sistema de Segurança Social estão há vários anos no limite. Em 2007, com a entrada em vigor da reforma da Segurança Social, a ruptura parece ter sido adiada, devido à contabilização do envelhecimento da população e à introdução de um factor de sustentabilidade no cálculo das pensões.

O que pode fazer?

Assim, se ainda lhe faltam uns anos para a reforma, saiba que poderá contar com um apoio do Estado equivalente a 60 por cento do seu salário actual, ou seja, se receber actualmente dois mil euros, na reforma receberá 1.200 euros. Terá de suprir o resto, isto é, defina já como objectivo até à sua reforma amealhar 25 vezes o que precisa. Neste exemplo, precisará de 800 euros vezes 12 meses vezes 25 anos (240 mil euros). A principal conclusão para a sua carteira? Não confie exclusivamente no Estado para garantir a manutenção da sua qualidade de vida após a reforma. Esse é o seu objectivo principal e quanto mais cedo começar melhor.

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