O (pouco) que os governos podem fazer

Publicado em Básicos, Reforma Por SaldoPositivo - 03 de Novembro de 2009

Este é um dos casos em que o Estado pouco pode fazer por si. Se está a contar com o Estado para lhe garantir a reforma, prepare-se, pois está prestes a ter uma desilusão. No futuro teremos de trabalhar mais tempo e contentarmo-nos com reformas menores.

O Estado pouco pode fazer, cabe-lhe a si assegurar a sua reforma

Os apoios do Estado vão diminuir, cabe-lhe a si assegurar a sua reforma

As estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam para uma perda do poder de compra, na reforma, até aos 35 por cento. Isto é, o seu primeiro cheque da reforma será inferior em 35 por cento ao seu último ordenado. Mas para as pessoas que têm actualmente menos de 35 anos, a perda de rendimento poderá ser consideravelmente maior.

E a verdade é que o Estado pouco pode fazer para alterar essa situação. O problema é que se temos cada vez mais reformados para os mesmos activos, cada activo tem de produzir mais. Ou seja, para manter as coisas como estão, Portugal terá de aumentar a sua produtividade e, consequentemente, aumentar drasticamente o crescimento económico, algo que não irá acontecer do dia para a noite.

Como é simples de perceber, as forças demográficas são difíceis de controlar pelos governos e a alteração na matriz de produtividade de um país demora décadas a mudar.

Conclusão: comece a preparar já a sua reforma, pois o Estado pouco poderá fazer para o ajudar.

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