Se há período na vida que deve ser passado sem preocupações de dinheiro é a reforma. Por isso, é tempo de eliminar os erros que continuam a minar as suas poupanças e o seu caminho para os “anos dourados”.
Erro #1. Não ter um plano
Se está à espera de ganhar o Euromilhões e continua a ignorar a melhor maneira de investir e multiplicar o dinheiro que ganha com o esforço do seu trabalho, então não conte com milagres na hora de descansar na reforma.
Um plano de investimento que estabeleça as suas metas de poupança mensais, anuais e na reforma, assente num bom orçamento familiar, é meio caminho andado para cortar nas despesas e aumentar as poupanças para cumprir os seus objectivos. Estabeleça metas curtas e longas para se ir motivando com o cumprimento dos objectivos de curto prazo enquanto aumenta a sua riqueza para o descanso merecido nos anos de reforma.
Além disso, defina o seu perfil de risco e divida o seu dinheiro pelos diferentes tipos de activos.
Erro #2. Viver acima das possibilidades
Imagine que duas famílias que moram no mesmo prédio têm um mesmo rendimento líquido mensal na ordem dos 3000 euros. Uma família passeia-se num automóvel que lhes leva 500 euros por mês, paga uma renda de 1000 euros e gasta normalmente cerca de 500 euros com roupa e adereços, fora os gastos necessários para o dia-a-dia que ficam por volta dos 900 euros já que nas compras de cozinha não se privam das marcas mais caras e costumam jantar e almoçar algumas vezes em restaurantes. No total, poupam mensalmente 100 euros.
A família que vive na porta ao lado, com o mesmo rendimento, consegue poupar 1000 euros. Como? Gastando menos 300 euros em roupa e adereços, menos 400 euros na cozinha, consumindo marcas mais baratas e comendo em casa, e menos 300 euros com a prestação do carro, que é bem mais ajustado às suas necessidades de transporte.
Este é apenas um exemplo do quão diferentes podem ser os padrões de consumo e de vida, mas realmente viver abaixo das suas possibilidades pode ser o caminho para não só gerir bem o dia-a-dia como também manter-se dentro do seu plano de reforma com riqueza.
Mais do que riqueza material, pede-se riqueza de espírito e de vontade.
Erro #3. Investir sem conhecimento
Quantas vezes já ouviu dizer que “aquela acção está mesmo boa para comprar”, ou que “aquele fundo é que é o indicado para si”? Provavelmente os conselhos dos seus amigos já ficaram a pairar na sua memória, mas investir segundo rumores e dicas de café pode correr mal. Esta é pelo menos a convicção do guru de finanças pessoais Jason Zweig, autor de livros como “Your Money and Your Brain” que indica que comprar uma acção com base em recomendações na televisão, de um amigo ou com base em rumores sobre fusões e aquisições, são erros a não cometer na altura de investir. Outros erros que não se devem cometer, segundo o jornalista norte-americano, passam por comprar acções só porque o preço está alto ou investir num fundo só porque está a ser muito falado.
A ferramenta para combater o mau investimento é educar-se. Como? Informando-se sobre os produtos financeiros que tem debaixo de olho, lendo relatórios e informação das empresas que pretende comprar em bolsa, conhecendo as linhas dos prospectos dos fundos de investimento que pretende seguir, entre muitos outros passos que lhe vão aumentar a cultura financeira.
Erro #4. Não contar com inflação, comissões e impostos
1000 euros hoje podem valer menos no futuro. A razão está na inflação, a subida generalizada dos preços que afecta o poder de compra do dinheiro. Se não levar em linha de conta a taxa de inflação nas suas poupanças e no seu plano de reforma descansada, descanso é o que pode vir a não conseguir ter. Se o seu dinheiro estiver a render juros de 3 por cento por ano e a inflação igualar esse valor anualmente, o que está a conseguir é apenas não perder o poder de compra que tinha na altura em aforrou o dinheiro.
Mas outros factores tomam partido nas suas aplicações financeiras. Por exemplo, as comissões bancárias em fundos de investimento e na negociação de acções e outros títulos de dívida podem diminuir a sua riqueza, bem como a parte que vai para impostos e que está presente nas aplicações financeiras, como depósitos a prazo, certificados de tesouro e de aforro, fundos de investimento estrangeiros e mais-valias de títulos mobiliários, como acções ou ETF.
Erro #5. Pagar mais e receber menos nas aplicações
Já algumas vez contraiu um crédito com um juro superior aos juros pagos nas suas poupanças? Se tem poupanças a render juros no banco e precisa de dinheiro para comprar carro, casa ou outro bem, faça as contas para perceber se não valerá a pena aplicar o seu dinheiro em poupança no bem que quer comprar a crédito ou então ir amortizando o capital em dívida.
Por exemplo, se tem um empréstimo a 5 anos de 10 mil euros com juros de 6 por cento (TAEG) e uma poupança de 20 mil euros a render 3 por cento por ano (TANL) no final do prazo do empréstimo terá pago 3000 euros de juros e nessa mesma data terá recebido das suas poupanças os mesmos 3000 euros. Se tivesse amortizado anualmente o empréstimo num montante dos juros recebidos pela poupança, poderia chegar ao final dos 5 anos com saldo positivo entre os juros pagos e recebidos, em vez de não ter conseguido aumentar a sua riqueza.





Bom texto, excepto pelo erro de português. O particípio irregular Pago utiliza-se com o verbo auxiliar Ser e Estar, o regular Pagado utiliza-se com o verbo Ter e Haver.
(…) o final do prazo do empréstimo terá pago 3000 euros de juros (…)
Terá pagado é como deve estar escrito.
Cumprimentos
Caro Miguel,
Obrigada pela sua observação construtiva. Já corrigimos o nosso erro.
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Com os melhores cumprimentos,
A equipa Saldo Positivo